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Regulamentação do BC: criptoativos e impacto nas empresas

Novas regras exigem adaptação e transparência, beneficiando investidores imobiliários


Introdução

A regulamentação que entrou em vigor em 2 de fevereiro de 2026 para empresas que operam com ativos tokenizados no Brasil, publicada pelo Banco Central (BC) no final do ano anterior, marca uma etapa crucial para o mercado de ativos digitais imobiliários e financeiros. Embora algumas instituições já estejam atuando no setor, a nova regulamentação estabelece um prazo de adaptação para que as empresas se adequem às exigências legais e cumpram todas as obrigações previstas. Isso inclui o envio de informações detalhadas sobre clientes, saldos mantidos em favor destes, prestação de serviços de custódia e comprovação de reservas de ativos digitais.

Para as empresas que não são instituições financeiras ou corretoras, o BC determina que o pedido de autorização para começar a operar como Sociedade Prestadora de Serviços de Ativos Virtuais (SPSAV) seja feito até 30 de outubro de 2026, sendo vedado o início das operações antes da autorização efetiva. A regulamentação prevê um processo dividido em fases, com filtros rigorosos para garantir a solidez e a transparência do setor.

Regulamentação em Detalhes

O Processo de Autorização e Envio de Informações

De acordo com o artigo 88, inciso 3 da Resolução 520 do BC, as empresas precisam enviar periodicamente ao Cadastro de Clientes do Sistema Financeiro Nacional informações detalhadas sobre seus clientes e usuários, incluindo saldos contábeis mantidos em favor deles, dados sobre prestação de serviços de custódia dos ativos tokenizados e demonstrações financeiras verificáveis que comprovem a manutenção das reservas de ativos digitais, discriminados por ativo.

Esse envio de informações representa um avanço significativo na transparência e permite um maior controle e segurança para todos os envolvidos, especialmente investidores que buscam exposição no segmento imobiliário via tokenização.

Prazos e Fases de Adequação

As empresas que já operam com ativos digitais têm até 30 de outubro de 2026 para enviar o pedido formal de autorização. Este processo é dividido em duas fases:

  1. Primeira Fase (aproximadamente 1 ano): Filtro inicial para avaliar se a empresa cumpre os requisitos mínimos, incluindo a capacidade financeira e as demonstrações financeiras.
  2. Segunda Fase (aproximadamente 2 anos): Exige informações detalhadas sobre administradores, controladores e plano de negócios, aprofundando a análise antes da autorização definitiva.

Por isso, o processo todo tende a durar cerca de três anos, a depender da complexidade da empresa e da qualidade dos documentos apresentados.

Impactos para Empresas e Investidores

Obrigações e Adaptabilidade

Muitas empresas ainda não estão totalmente adequadas às exigências regulatórias e precisarão passar por um processo meticuloso de adaptação. A qualidade da documentação entregue é fundamental para evitar atrasos no processo de autorização. Como destaca o sócio do CBA Advogados, "quanto melhores e mais completos os documentos, mais fácil é o processo de autorização".

Para proprietários de imóveis e investidores imobiliários, a nova regulamentação traz maior segurança jurídica ao negócio da tokenização e permite que o ativo digital imobiliário seja gerido com mais transparência e compliance, o que atrai capital institucional e clientes de alta renda.

Repercussão no Mercado de Renda Extra

A tokenização permite que proprietários com imóveis acima de R$ 500 mil possam transformar seus bens em ativos digitais imobiliários, facilitando a geração de renda extra por meio da locação desses ativos tokenizados. A regulação reforça o ambiente de confiança e pode fomentar esse tipo de operação, beneficiando proprietários que buscam diversificação e liquidez sem abrir mão da propriedade.

Empresas especializadas em tokenização imobiliária, como a Aluguel Virtual, que oferece soluções para criar ativos digitais tokenizados e sua gestão para composição de compulsório para outras empresas, ganham um cenário regulatório mais claro, facilitando a expansão dos serviços e atração de novos clientes.

Mercado Nacional e Internacional

Além da conformidade no Brasil, o cenário pode expandir-se para o mercado internacional. A regulamentação também inclui códigos para operações com ativos tokenizados que entram no mercado de câmbio e possibilita transferências internacionais com stablecoins, previstas para valer a partir de maio de 2026.

Isso amplia as oportunidades para investimentos internacionais, proteção cambial e maior integração dos ativos tokenizados brasileiros ao mercado global, atraindo investidores estrangeiros e aumentando a liquidez.

Tabela Comparativa: Processo de Autorização de Empresas de Ativos Digitais

Processo de Autorização Prazo para pedido inicial Fase 1 (Filtro inicial) Fase 2 (Detalhamento e avaliação) Tempo estimado total
Empresas já operando Até 30/10/2026 Aproximadamente 1 ano Aproximadamente 2 anos Aproximadamente 3 anos
Novas empresas no mercado Pedido a partir de 02/02/2026 Não iniciar operações sem autorização Idem Idem

Casos Práticos

Caso 1: Proprietário de imóvel acima de R$ 500 mil

João é proprietário de um imóvel avaliado em R$ 800 mil e deseja gerar renda extra sem vendê-lo. Com a nova regulamentação, ele pode tokenizar seu imóvel com uma empresa autorizada e transformar em ativos digitais imobiliários para administração e locação segura, tendo acesso a reportes transparentes e garantias exigidas pelo BC.

Caso 2: Empresa iniciando operações de tokenização

Uma empresa que deseja entrar no mercado de ativos digitals deve iniciar o pedido de autorização na semana de 2 de fevereiro de 2026 e colocar à disposição toda a documentação exigida no prazo até outubro. Até a autorização, não poderá iniciar suas operações, garantindo controle regulatório e maior segurança aos investidores.

Contextualização da Aluguel Virtual

A Aluguel Virtual é líder em gestão e tokenização de ativos digitais imobiliários na América Latina, especializada na transformação de imóveis em ativos digitais para locação e composição de compulsórios para outras empresas. Em face da nova regulamentação do BC, a empresa reforça a importância de uma plataforma tecnológica adequada para garantir compliance e agilidade nos processos de autorização e prestação de informações.

Conclusão

A regulamentação do Banco Central para o mercado de ativos tokenizados no Brasil traz maior segurança, transparência e profissionalização do setor, beneficiando diretamente proprietários de imóveis com valor significativo que desejam tokenizar seus bens para geração de renda extra, além de empresas que operam ou pretendem operar neste segmento.

Adapte suas operações e aproveite as novas oportunidades reguladas e protegidas para ativos digitais imobiliários. Se você é um proprietário de imóvel e deseja conhecer os benefícios da tokenização, a Aluguel Virtual oferece ferramentas tecnológicas avançadas para transformar seu imóvel em ativo digital e potencializar sua renda.

Faça uma simulação rápida em 2 minutos e descubra o potencial do seu imóvel com a Aluguel Virtual.

Em um mercado regulado, a confiança aumenta, facilitando a captação e a gestão dos ativos digitais.
A conformidade com as regras agiliza os processos e atrai investidores de alta renda e institucionais.

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