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SC proíbe vínculo de matrículas a tokens digitais

Medida reforça segurança jurídica e limita tokenização imobiliária no Estado


Em agosto de 2025, a Corregedoria-Geral da Justiça de Santa Catarina implementou uma significativa mudança normativa com a publicação do Provimento CGJ nº 43, que alterou o Código de Normas do Foro Extrajudicial no Estado. Esta alteração estabelece, expressamente, a proibição da vinculação das matrículas imobiliárias a tokens digitais ou quaisquer instrumentos extrarregistral ligados à blockchain, buscando resguardar a segurança jurídica das transações imobiliárias e preservar a integridade do sistema registral oficial.

Este artigo aborda detalhadamente o impacto deste provimento, os riscos apontados pela Corregedoria que motivaram a medida e o atual cenário da tokenização de ativos imobiliários no Brasil, além de destacar como soluções avançadas de tokenização, como as oferecidas pela Aluguel Virtual, podem se posicionar frente a esse contexto regulatório. Proprietários de imóveis acima de R$ 500 mil, com pendências fiscais, ou interessados em geração de renda passiva encontram aqui análises e orientações essenciais.

Contexto da Norma e Vetos à Vinculação

O Provimento CGJ nº 43, datado de 18 de agosto de 2025, acrescenta ao artigo 685 do Código de Normas da Corregedoria-Geral do Foro Extrajudicial de Santa Catarina o parágrafo 2º com a seguinte redação:

"É vedado ao oficial realizar qualquer anotação, averbação ou registro que vincule a matrícula imobiliária a tokens digitais, representações em blockchain ou qualquer outro instrumento extrarregistral, com ou sem pretensão de representar a titularidade do domínio."

Esta determinação ressalta a exclusividade do sistema registral oficial no reconhecimento dos direitos reais relacionados aos imóveis, impedindo qualquer tipo de vínculo direto entre as matrículas e os tokens digitais no âmbito do Estado de Santa Catarina.

Motivações para a Proibição

A alteração normativa foi motivada por um parecer do Registro de Imóveis do Brasil - Seção Santa Catarina (RIB-SC), que apresentou preocupações relevantes para o sistema jurídico e mercadológico imobiliário:

  • Insegurança na aquisição e alienação de imóveis devido à possibilidade de múltiplas titularidades digitais desconectadas do registro oficial;
  • Fragilidade da cadeia dominial, que pode comprometer a eficácia e a confiabilidade da propriedade imobiliária;
  • Ausência de proteção ao consumidor e riscos inerentes à comercialização de produtos financeiros lastreados em imóveis sem regulamentação clara;
  • Potenciais riscos ao sistema registral, incluindo conflitos entre registros físicos e digitais;
  • Ameaças relacionadas à sonegação tributária, lavagem de dinheiro e movimentos financeiros opacos, agravados pela tecnologia blockchain sem controle oficial.

Impactos na Tokenização de Ativos Imobiliários

A tokenização imobiliária, processo que consiste em fragmentar direitos sobre um imóvel em ativos digitais registrados em blockchain, tem emergido como uma alternativa inovadora para proprietários que buscam liquidez e renda extra de seus imóveis. Contudo, a ausência de legislação federal clara e o posicionamento restritivo de algumas corregedorias estaduais, como é o caso de Santa Catarina, criam um ambiente complexo para a adoção dessa tecnologia.

Tabela Comparativa: Situação Antes e Depois do Provimento CGJ nº 43

Aspecto Antes do Provimento Depois do Provimento
Vinculação Cartorária Possível, em diferentes graus, via anotações e averbações Proibida expressamente
Segurança Jurídica Relativa e incerta para ativos tokenizados Reforçada exclusividade do registro oficial
Utilização de Tokenização para Operações Em uso crescente, mas com riscos não mitigados Restrita, sem reconhecimento oficial
Risco Fiscal e Compliance Elevado, caso sem controle Reduzido na esfera oficial

O cenário reforça que, enquanto não houver regulamentação federal específica, medidas locais podem restringir a forma como a tokenização imobiliária é reconhecida juridicamente.

Benefícios de um Modelo Regulamentado e Seguro de Tokenização

Apesar desse cenário restritivo em Santa Catarina, a tokenização de ativos imobiliários continua sendo uma alternativa válida para diferentes mercados quando estruturada adequadamente. Empresas líderes, como a Aluguel Virtual, oferecem soluções que vão além do modelo tradicional, criando ativos digitais tokenizados lastreados por imóveis de clientes e possibilitando a locação desses ativos para composição de compulsórios para outras empresas. Esse modelo proporciona:

  • Liquidez para proprietários de imóveis com patrimônio acima de R$ 500 mil;
  • Alternativas de renda extra através do aluguel dos tokens digitais;
  • Segurança jurídica robusta por meio de due diligence, contrato e certificação adequada;
  • Aplicação transparente e compatível com regulamentos atuais, mitigando riscos de compliance.

Casos Práticos e Análises de Impacto

Caso 1: Proprietário com imóvel de R$ 1.200.000 e saldo de IPTU em atraso

  • Cenário tradicional: risco de leilão e perda parcial ou total do imóvel sem alternativa de capitalização;
  • Com tokenização segura: possibilidade de fracionar o imóvel em ativos digitais para captar investimentos ou gerar renda até a regularização do débito, diminuindo o risco líquido.

Caso 2: Imóvel avaliado em R$ 700.000, usado para compor compulsório em operações comerciais

  • Investidor aluga os ativos tokenizados, gerando fluxo de caixa para proprietário;
  • Segurança jurídica reforçada, respeitando a vedação cartorária e evitando registros proibidos.

Análise Econômica

Para um imóvel de R$ 1.000.000, estimando aluguel de tokens a 0,8% ao mês, o proprietário teria uma renda extra de R$ 8.000,00 mensais, valor que pode ajudar a quitar impostos em atraso ou complementar a renda pessoal.

Contextualização da Aluguel Virtual

A Aluguel Virtual, pioneira na América Latina em gestão e tokenização de ativos digitais imobiliários, atua exatamente nesta área complexa, oferecendo um modelo inovador que evita conflitos com regulamentos cartorários atuais, ao não vincular matrículas imobiliárias diretamente a tokens, mas sim gerenciando esses ativos como instrumentos digitais lastreados consensualmente. Essa abordagem contribui para a segurança jurídica e a viabilidade econômica do processo, sendo ideal para proprietários que buscam diversificar investimentos imobiliários e renda passiva.

Conclusão e Próximos Passos

A proibição imposta pela Corregedoria-Geral da Justiça de Santa Catarina representa um importante marco para o setor imobiliário, indicando a necessidade urgente de regulamentação clara e federal para a tokenização de imóveis no Brasil. Enquanto isso, os proprietários devem buscar alternativas sólidas e conformes, que equilibrem inovação e segurança jurídica.

Se você possui um imóvel acima de R$ 500 mil, saldo de IPTU ou condomínio pendente, ou deseja obter uma renda extra de maneira segura, a tokenização com a Aluguel Virtual pode ser uma solução prática e eficiente. Faça uma simulação em nosso site em menos de 2 minutos e descubra o potencial de rentabilização dos seus ativos imobiliários digitais dentro dos parâmetros legalmente aceitos.

A segurança jurídica é o pilar fundamental para o sucesso em qualquer operação imobiliária. Optar por soluções que respeitem a legislação vigente é o caminho para a sustentabilidade e eficiência do seu patrimônio. – Especialista em direito imobiliário

Não deixe a complexidade regulatória impedir o aproveitamento do potencial financeiro do seu imóvel. Conte com a Aluguel Virtual para guiar sua jornada na tokenização responsável e lucrativa.

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