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Santa Catarina proíbe tokens em registros imobiliários

Nova norma reforça segurança e limita uso de tokens imobiliários no Estado


Proibição da Vinculação de Matrículas Imobiliárias a Tokens Digitais em Santa Catarina

Recentemente, a Corregedoria-Geral da Justiça de Santa Catarina publicou o Provimento CGJ nº 43, datado de 18 de agosto de 2025, que introduz mudanças significativas no Código de Normas do foro extrajudicial do Estado, proibindo a vinculação de matrículas imobiliárias a tokens digitais. Esta medida surge em um contexto onde a tecnologia de tokenização imobiliária vem ganhando espaço, oferecendo novas formas de representar os direitos sobre imóveis através de ativos digitais. No entanto, a ausência de legislação federal específica tem gerado debates e medidas locais como esta, com o intuito de preservar a segurança jurídica.

Diante disso, o presente artigo detalha as implicações desta nova norma para proprietários de imóveis e investidores, esclarece os possíveis impactos para o mercado imobiliário tokenizado e apresenta caminhos seguros para quem busca rentabilizar seu patrimônio imobiliário via ativos digitais imobiliários, contando com soluções como as da Aluguel Virtual, que atua na gestão e tokenização desses ativos de maneira inovadora e alinhada à legislação em vigor.

2. Contexto da Proibição em Santa Catarina

2.1 Detalhes do Provimento CGJ nº 43/2025

O Provimento CGJ nº 43 alterou o Código de Normas da Corregedoria-Geral do Foro Extrajudicial de Santa Catarina, acrescentando o § 2º ao artigo 685. O dispositivo determina expressamente que:

É vedado ao oficial realizar qualquer anotação, averbação ou registro que vincule a matrícula imobiliária a tokens digitais, representações em blockchain ou qualquer outro instrumento extrarregistral, com ou sem pretensão de representar a titularidade do domínio.

Esta norma impede que os cartórios estaduais façam qualquer registro oficial ligando a matrícula imobiliária — documento que formaliza o direito real sobre o imóvel — a tokens digitais, mesmo que estes pretendam representar direitos econômicos ou jurídicos relacionados ao imóvel.

2.2 Motivações para a medida

A iniciativa, apoiada pelo Registro de Imóveis do Brasil - Seção SC (RIB-SC), tem caráter preventivo. Entre os principais motivos para a proibição destacam-se:

  • Insegurança jurídica na aquisição de imóveis via tokenização;
  • Fragilidade da cadeia dominial e da proteção ao consumidor;
  • Potencial ameaça à estabilidade do sistema registral;
  • Riscos associados a sonegação tributária, lavagem de dinheiro e falta de transparência em operações imobiliárias.

Assim, a vedação reforça a exclusividade do sistema público registral para assegurar a segurança jurídica nas transações imobiliárias no estado.

3. Impactos da Proibição para Proprietários e Investidores

3.1 Reflexos no mercado de ativos digitais imobiliários

A decisão de Santa Catarina pode restringir o uso oficial de tokens digitais lastreados diretamente na matrícula imobiliária, prejudicando iniciativas que dependem do reconhecimento cartorial para conferirem plena segurança jurídica aos participantes. Isso pode afetar:

  • Proprietários interessados em transformar seus imóveis em ativos tokenizados para diversificar renda;
  • Empresas que utilizam esses tokens para compor exigências financeiras ou compulsórios;
  • Investidores que buscam liquidez e inovação no mercado imobiliário.

3.2 Comparativo: antes e depois do Provimento

Aspecto Antes (até ago/2025) Depois (a partir de ago/2025)
Registro oficial de tokens digitais Possível registro vinculado à matrícula Proibido vincular tokens digitais à matrícula
Validade jurídica dos tokens Dependente da aceitação cartorial Tokens não reconhecidos oficialmente na matrícula
Segurança jurídica Em desenvolvimento, com riscos apontados Reforço na exclusividade do sistema registral público
Operações de tokenização Em expansão inicial, com incertezas legais Incerteza para tokenização formal vinculada à matrícula

4. Possíveis Caminhos e Soluções Práticas

4.1 Tokenização de imóveis sem registro cartorial de tokens

Apesar da proibição em Santa Catarina, a tokenização de imóveis pode continuar a ser adotada mediante estratégias que respeitem o sistema registral oficial. A tokenização, neste contexto, consiste na divisão do imóvel em frações digitais — os ativos tokenizados — que representam direitos econômicos e podem ser negociados em plataformas especializadas, sem que haja vínculo direto na matrícula.

4.2 Caso prático: Tokenização para geração de renda extra

Suponha que um proprietário possui um imóvel avaliado em R$ 1.000.000 e deseja gerar renda extra via tokenização sem vínculo à matrícula:

  1. O imóvel é tokenizado em 1.000 ativos digitais (cada token representa 0,1% do imóvel);
  2. Esses tokens são geridos por uma plataforma autorizada, permitindo aluguel dos direitos econômicos ligados ao imóvel;
  3. Considerando um rendimento anual do aluguel de 6%, o proprietário recebe aproximadamente R$ 60.000 por ano, divididos proporcionalmente entre os tokens;
  4. A propriedade legal do imóvel continua registrada exclusivamente no cartório tradicional, assegurando a segurança jurídica.

4.3 A atuação da Aluguel Virtual

A Aluguel Virtual se destaca por oferecer soluções que alinham a tokenização imobiliária a modelos seguros e regulados, evitando a vinculação cartorial dos tokens mas possibilitando ao proprietário:

  • Rentabilizar o imóvel através da locação dos direitos econômicos dos ativos digitais;
  • Manter a formalidade e segurança jurídica na cadeia de propriedade;
  • Usufruir de tecnologia eficiente para gestão e locação dos ativos digitais imobiliários.

Este modelo é especialmente vantajoso para proprietários com imóveis avaliados acima de R$ 500 mil que buscam diversificar suas fontes de renda.

5. Considerações Finais

Diante da recente proibição da Corregedoria-Geral da Justiça de Santa Catarina, é essencial que proprietários e investidores estejam atentos às normativas estaduais e federais em evolução no mercado de tokenização imobiliária. Enquanto não houver regulamentação federal clara, a segurança jurídica tende a ser preservada pelo sistema registral oficial, que permanece como referência para direitos de propriedade.

Para quem deseja explorar a tokenização de imóveis como forma de renda extra ou composição de compulsórios, é recomendável buscar empresas especializadas que atuem com compliance às normas vigentes, garantindo transparência e proteção jurídica, como a Aluguel Virtual.

A inovação no mercado imobiliário pode caminhar junto à segurança jurídica, desde que haja respeito às normativas e adoção de práticas responsáveis

Se você possui um imóvel valioso ou que está em situação vulnerável e deseja entender melhor como a tokenização pode ser realizada com segurança, utilize as ferramentas da Aluguel Virtual para uma simulação rápida e eficiente em 2 minutos.

Importante: Garanta o melhor aproveitamento do seu patrimônio com segurança e inovação.

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